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SETOR DE TRIAGEM DOS DEPARTAMENTOS DE MARKETING DE EMPRESAS

Setor de Triagem

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SETOR DE TRIAGEM DOS DEPARTAMENTOS DE MARKETING DAS EMPRESAS QUE APORTAM EM PROJETOS DE LEIS DE INCENTIVO

 

Triagem é um substantivo feminino que significa o ato ou efeito de triar, de separar, de selecionar; separação, seleção, escolha.

Toda grande empresa, (lucro real), que possui um departamento organizado de marketing, deveria possuir um setor de triagem para analisar projetos que foram aprovados em leis de incentivos, nacionais, estaduais ou municipais.

No entanto, o que muita gente não fala, nem explica, é, como esses setores funcionam.

Em nossa experiência, pudemos realizar uma análise desses setores, de como eles operam e como estão ou não integrados ao restante dos departamentos ou da própria estrutura administrativa da empresa.

SETOR DE TRIAGEM DOS DEPARTAMENTOS DE MARKETING DE EMPRESAS

A ideia precípua desses setores seria: a de receber os projetos, analisar, verificar quais as propostas possuem aderência ao plano de marketing cultural, social, educacional ou esportivo da empresa, naquele exercício, período ou ano, aprovar uns e eliminar outros, comunicar aos mesmos, e, após toda a tramitação técnica e de análise, depositar o dinheiro na conta bloqueada do projeto. Correto? Nada disso. O que percebemos nesses anos de trabalho com captação de recursos, é que existe um setor que tem o objetivo simples e cristalino de: NÃO DEIXAR O SEU PROJETO CHEGAR EM LUGAR ALGUM, essa é a verdade nua e crua de muitas empresas, muitas mesmo. Não direi que todas agem dessa forma, pois estariam sendo hipócrita. No entanto, a verdade é que, muitas empresas não tem interesse que seu projeto chegue a quem possui a capacidade de decidir se aporta ou não em seu projeto, e isso, por uma série de fatores, dentre eles, citamos alguns:

 

 

 

  1. Muitas dessas grandes empresas, simplesmente não possuem um setor de triagem para projetos incentivados, ou na maioria das vezes, o setor se confunde com o setor ou departamento de marketing, e as pessoas responsáveis pela parte do marketing geral da empresa, acabam fazendo essa triagem de forma artesanal, sem uma estrutura mínima necessária, sem um controle adequado, sem profissionais com experiência na área. Muitas pessoas que trabalham no departamento de marketing dessas empresas nem sabem o que é isenção fiscal, lei de incentivo, não sabem para quem passar a demanda, a quem devem reportar sobre o assunto, é uma verdadeira bagunça, uma desorganização total, que acaba, na verdade, fazendo parte do jogo de encenação da existência de um setor de triagem que cuida dos projetos que serão analisados. No fim, o objetivo é: – que o menor número possível de pessoa do departamento saiba do que se trata, para que o controle do recurso continue sendo conduzido por um pequeno grupo de interessados.
  2. Muitas empresas, já possuem projetos pré-escolhidos internamente para o exercício e não prestam essa informação a terceiros, pois poderia parecer que não estão sendo democráticos na distribuição dos recursos para isenção fiscal, e isso, é claro, acabaria pesando negativamente contra a imagem da empresa. Esses projetos já escolhidos são de interesses da própria empresa, ou de presidentes ou diretores, ou são artistas externos à empresa, mas que já possuem um relacionamento de anos com aquela empresa e acabam sendo uma espécie de elaboradores de projetos que atendem ao perfil da mesma.
  3. Outra situação bem comum é o financiador possuir instituições próprias (fundações), ou de terceiros que elaboram seus próprios projetos, ou seja, além do financiador não estar investido absolutamente nenhum real de recursos próprios, (pois na isenção fiscal infere-se que os recursos deveriam ser restituídos ao estado), ele ainda colocará recursos em um projeto que ele mesmo solicitou a elaboração, segundo seus interesses. Nesses casos, realmente é difícil haver uma triagem de projetos, pois, com certeza, o projeto do próprio financiador será o escolhido. Nesses casos, percebemos que, muitas vezes, as triagens, ou os editais abertos é somente um pretexto para dar lisura ao processo de triagem, pois na verdade não há triagem alguma, pois os projetos já estão pré-escolhidos.

Na próxima postagem descreveremos sobre os níveis de tomadas de decisões dentro das empresas, nós a subdividimos em quatro instâncias: presidência, financeiro, marketing e triagem.

Estaremos publicando periodicamente informações sobre Captação de Recursos, quer ser o primeiro a receber informações sobre esse assunto ou sobre essa postagem ou tem alguma dúvida, nos encaminhe seus questionamentos através do formulário abaixo.

Um abraço.

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